segunda-feira, 3 de setembro de 2012

[sobre relacionamentos, amores e trivialidades da vida]

"Em uma amizade ou namoro, não quero que vocês gastem sequer cinco minutos com alguém que lhes despreze, que lhes critique constantemente, que seja cruel com vocês e que ainda chame isso de humor. A vida é dura o suficiente já sem ter uma pessoa que, no lugar de amar você, está acabando com sua autoestima, seu senso de dignidade, sua confiança e sua alegria. Aos cuidados da pessoa que diz amar você, você merece se sentir física e emocionalmente seguro". 

 Jeffrey R. Holand 

Eu vi essa citação no facebook e fiquei pensando sobre ela. Muitas pessoas perguntam o motivo de, aos 26 anos, eu não ser casada, não ter um namorado ou qualquer envolvimento romântico com alguém; a resposta é simples e está estampada na citação acima. 

Não que meus últimos namorados tenham me tratado mal, pelo contrário, eles foram até bons demais comigo, mas o problema é que, eu nunca estava suficientemente segura com eles. E não estou falando apenas da segurança financeira. 

É aquela segurança que você sabe que pode contar com alguém, aquela que você sabe que quando sair do trabalho vai ter alguém para conversar, a segurança de ter uma estabilidade emocional e ter alguém que vai amparar você quando estiver caindo. Os meus últimos namorados não conseguiram me passar isso. 

Algumas mulheres não precisam de braços fortes, tampouco de riquezas, elas só precisam se sentir amadas e queridas, não necessariamente desejadas. Elas querem ser respeitadas por suas convicções e crenças e se tiver que criticar, saiba como fazer. Os homens não são diferentes, eles também desejam isso de uma maneira totalmente diferente, mas desejam, não é porque são homens que não querem se sentir amados, queridos e respeitados. Na verdade, todo o ser humano deseja desesperadamente isso. 

Vejo casamentos sendo empurrados pela barriga, vejo mulheres levando uma família inteira nas costas, enquanto o marido não faz nada para agradá-la e vice-versa e o mais engraçado é que são casais que cresceram e aprenderam com valores morais cristãos. 

Eu sou cristã e apesar de não querer casar – mesmo o instinto feminino gritando loucamente: forme uma família, forma uma família – sei o quanto casamento é importante para a edificação do reino aqui na terra, mas gente casamento é uma coisa mutua. Não é apenas um individuo, são dois! Que devem trabalhar em conjunto, para fazer isso certo. 

Minha mãe já dizia que tudo que começa errado, termina errado e não adianta consertar, de algum jeito dá errado e olha, ela está certa, sempre esteve. Se você começa um namoro turbulento, problemático e cheio de implicância, as chances dele dar errado são de quase 100%, e o pior que a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco e alguém vai sair extremamente machucado dessa história.

Eu não conheço nenhuma história com esse início citado no paragrafo anterior que tenha dado certo até hoje, quer dizer até conheço, mas são exemplos tão raros que qualquer pessoa ficaria surpresa. A maioria só acaba com sofrimento, que leva a dor, as lágrimas, ao choro e em alguns casos, ao desespero. Pergunto-me porque algumas pessoas insistem. 

Jogo naquele time: se não está dando certo, troca, cai fora, não continua, você vai sofrer com isso. Deve ser horrível você namorar/casar com alguém que vai de encontro com tudo que você diz ou faz. Daí eu pergunto: E você tá nessa por quê? 

A resposta é simples: costume, hábito e muitas vezes sexo. 

Quando o Elder Holand diz que não admite que alguém passe mais que cinco minutos com outra pessoa que o coloque para baixo, eu concordo e assino embaixo. Nós não somos obrigados a conviver com alguém assim. Eu não sou obrigada a passar por isso. 

A vida já é difícil e pensar que alguém pode torná-la pior, não é a ideia que tenho sobre relacionamento. Eu já sou uma pessoa naturalmente pessimista, minha estima é no chinelo, se eu começo a me relacionar com alguém que me coloque mais para baixo, é melhor pegar uma corda, colocar no pescoço e me enforcar. Muito mais prático. 

O que quero dizer com tudo isso é: temos o direito de ser feliz, não importa como, esse direito é nosso, nos pertence, e temos o dever de dividir essa felicidade com alguém, só precisamos saber se vale a pena com essa pessoa. Afinal de contas, um bom relacionamento definira o seu futuro e a sua escolha pode fazer toda a diferença.

2 comentários:

  1. Sair da zona de conforto é um dos maiores exercícios de força que alguém pode fazer. Como diz a vida, o facebook, as placas de caminhão e tudo o mais - as decisões certas, via de regra, são as piores de serem tomadas. Falta força, minha cara. Não acho que a vida goste muito dos fortes, mas é isso que ela quer de nós.

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  2. Adorei Cah! É o famoso "Antes só do que mal acompanhado". Aliás, é um porre estar com alguém que só vê seus defeitos. Isto também serve para amizades. Curti mesmo!!!

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