terça-feira, 21 de maio de 2013

O dia em que ela sorriu para mim.

Something by any song in the world on Grooveshark

O dia em que ela sorriu para mim foi, no mínimo, memorável. Meu dia, para começar, estava uma grande merda, minha vida uma grande bagunça e naquele desespero todo, ela surgiu. Seu sorriso era clássico, como todos os sorrisos que já tinha visto na vida, porém algo me chamou a atenção. Não sei dizer realmente o quê, talvez fosse os dentes brancos que reluziam como o sol – eu sei, parece exagero e talvez até seja, mas cara... Você não estava lá para vê-la sorrir -, talvez fosse a forma como os lábios dela se movimentavam: devagar, sorrindo de canto, um pequeno bico – aquilo me causou arrepios -; talvez fosse o olhar, aquele misterioso de quem acha que sabe o que passa dentro da sua cabeça; talvez fosse a forma de como as maças do rosto dela se formaram; talvez fosse as rugas que apareceram no canto do seu olho... 

Eu não sei, só sei que quando aquele sorriso se formou para mim, de modo tão sincero e peculiar, meu coração parou por um instante e voltou a bater com suavidade, se é que isso é possível. De alguma forma, aquele sorriso me fez esquecer-se da grande merda que era minha vida, e da grande bagunça que eu me tornara. 

O dia em que ela sorriu para mim foi, no mínimo, esperançoso. Exagero? Outra vez? Sim. Sim. Porque, o dia em que ela sorriu para mim foi como se aquele sorriso fosse apenas para mim, foi como se ela conhecesse as minhas dores, as minhas magoas, a minha solidão, foi como se ela soubesse da bagunça que eu era e aceitasse isso, foi como se ela conseguisse ver minha alma – a escuridão dela, devo dizer -, foi como se ela soubesse, exatamente, como me fazer feliz. 

O dia em que ela sorriu para mim foi, exatamente assim, o dia em que eu fui feliz.

2 comentários: