sexta-feira, 17 de outubro de 2014

[literatura] Se eu ficar e nossas escolhas.

Mia é uma jovem musicista que consegue ser ao mesmo tempo sonhadora e pé no chão, se isso é possível? Sim, é. 

Ela tem uma paixão avassaladora pelo violoncelo. Tem uma estrutura família muito boa e seus pais são pessoas que você quer levar para casa e um relacionamento sólido Adam, cantor de uma banda chamada Shooting Stars. 

Em um dia frio de fevereiro, em que a neve estava começando a derreter, a família de Mia decidi sair, aproveitar que estavam todos juntos e era quase um dia de folga, só que esse dia acaba de forma trágica e dolorida. 

Muita gente já conhece essa obra por duas maneiras: livro e cinema. Se eu ficar é o primeiro livro da autora a ser publicado no Brasil e também o primeiro a ser adaptado para as telonas, conheci através do livro, por causa do meu blog literário que toco com a Fernanda, Suelen e Camila. 

Bom, eu estava louca para ler esse livro, louca mesmo, não apenas por todo o marketing em que ele estava envolvido, como também pela história. Eu adoro um drama. Adoro livros que me deixam com a garganta fechada e com vontade de chorar. 

Para início de conversa, Se eu ficar, lembrou-me muito um outro livro que também foi adaptado para o cinema e tem a mesma premissa, trata-se de E se fosse verdade, do Marc Levy, só que com propostas diferentes. 

Enquanto um fala sobre o amor, o outro fala sobre escolhas; Marc concentra-se no romance sobrenatural de Lauren e Arthur – o quão achei que o autor viajou demais; Forman concentra-se em falar as 24 horas cruciais da recuperação de uma pessoa que acabou de sofrer um profundo trauma. 

Vamos nos concentrar nesse segundo. Forman escreve muito bem, de uma maneira muito simples e imediatamente o leitor está ligado a Mia e sua história; a narrativa é feita em horas, de hora em hora, e é engraçado porque no início, você sabe o que vai acontecer, mas não espera que vá acontecer de forma tão rápida, violenta e dolorida. 

A partir daí, entramos com Mia na sua luta pela vida. Ao passo que vemos Mia no presente, começamos a conhecer alguns aspectos sobre sua vida, sua família e seu relacionamento, começamos a ver, por exemplo, como começou o seu amor pelo violoncelo e de como ela e Adam se apaixonaram. 

Esse livro, me trouxe uma perspectiva diferente sobre algo; sobre nossas escolhas. Em alguns momentos, Mia sabe que tem que decidir sobre algo, sabe que agora ela está, literalmente, no controle da sua vida. Tudo depende dela, apenas dela. 

Cada escolha nossa, seja para o bem ou não, acaba afetando as pessoas ao nosso redor, e como lidamos com isso? Imagine se estivéssemos no lugar de Mia. O que você escolheria? Pense que no lado de cá existe a sua família, fragmentada é verdade, mas ela ainda está lá, seus amigos ou o amor da sua vida e pense que do outro lado, só existe você e muita dor. O que você faria? E se a pessoa que você mais ama lhe desse permissão para partir? Você aceitaria? 

A gente não sabe o quão vasto é o poder de uma escolha, até o momento em que ela afeta aqueles que mais amamos e não estou falando apenas de quase morte, estou falando de todas. Absolutamente todas. 

No fim, Mia fez sua decisão, agora como impactou a vida de outras pessoas? 
Ainda não sabemos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário