terça-feira, 14 de outubro de 2014

Outubro Rosa - Entrevista com Paula Dutra.

Olá, gente! 

Todos os anos, o mês de outubro é conhecido como Outubro Rosa uma campanha de conscientização do câncer de mama. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama. 

O Câncer de Mama acontece, na maioria das vezes, em mulheres com mais de 40 anos, porém com Paula Dutra a coisa foi completamente diferente. A baiana foi diagnosticada com a doença aos 30 anos, o que é raro de acontecer, mas acontece. Paula é blogueira, ativista e palestrante sobre assunto, o Loucuras de Caroline conversou um pouco com ela sobre essa experiência e é o que você confere agora em nossa entrevista especial. 



1 – O Câncer de Mama é uma doença que ocorre principalmente em mulheres com mais de 40 anos, em você, ele apareceu aos 30. Qual foi a sua primeira reação ao descobrir a doença? 
Fui bem objetiva: perguntei o que tinha que fazer e como proceder. Já que o câncer não foi o pior momento da minha vida, eu não fiz drama. Busquei me informar. 

2 – E a sua família e amigos, como você lidou com a reação deles? 
Cada um tem sua reação e sua história com o câncer. Algumas pessoas choram, outras dão apoio. Me afastei das pessoas dramáticas e negativas. No geral, todos foram muito atenciosos. 

3 – Sabemos que o tratamento do câncer, como um todo, é muito inoportuno para os pacientes, como você reagiu a ele e como funcionava o tratamento? 
Fiz primeiro quimioterapia, cirurgia e depois radiotetapia. Eu reagi muito bem, não enjoei nem nada. Os efeitos foram mínimos. Não é nenhum bicho de sete cabeças! 




4 – É comum ocorrer perda de cabelo durante o tratamento e sabemos que isso mexe com a estima da pessoa. Como você lidou com isso? 
De forma excelente. Eu odeio cabelo, acho irrelevante. Geralmente mantenho curto! Alternava peruca e lenços. Pra mim isso foi o mínimo. 

5 – Em algum momento do tratamento, você sentiu medo do que poderia acontecer ou sempre achou que poderia vencer a luta contra o câncer? 
Sempre achei. Procurei me informar. Eu sabia que tinha sido diagnóstico precoce e com ele eu tinha 98% de chance de cura. 

6 – O que você aprendeu depois dessa experiência? 
A ver as coisas de forma mais simples e que a minha missão de vida é essa, militar pela causa, ajudar quem está doente e disseminar a importância do diagnóstico precoce. 

7 – Para você, qual a importância de um diagnóstico precoce? 
TOTAL. O Câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no Brasil. Por ano, são mais de 52 mil novos casos e 13000 óbitos previstos. Porque morre tanta gente com uma doença que tem uma cura tão possível? Ignorância.

8 – Como se sentiu depois do diagnóstico de cura? 
Aliviada! Comprovando a certeza que eu tinha. 



9 – O que te deu forças durante o tratamento? 
Deus, minha família e amigos. A equipe médica competente também foi fundamental. O mais importante mesmo foi minha cabeça. 

10 – Sobre o Outubro Rosa, qual a importância desse mês para você? 
Total. É o mês que temos para evidenciar a doença e a luta. É uma oportunidade para as pessoas terem informações e, as que não têm condições, poderem fazer mamografias gratuitas. 

11 – Você acha que ainda existe um tabu acerca do exame preventivo entre as mulheres? Por que? 
Primeira coisa, não existe prevenção do câncer de mama. É um termo errado que as pessoas usam. Você pode reduzir seus riscos, mas não há o que fazer para como evitar a doença. Existe ignorância e vergonha, um medo ridículo de ir em médico. 

12 – Como ficaram os seus hábitos alimentares durante e após o tratamento? 
Tento me alimentar bem e não posso aumentar o peso. Melhorou muito o que era! 

13 – Paula, hoje você está em remissão e é ativista do câncer de mama, como se sente ao saber que você é impacta positivamente dezenas de mulheres todos os dias? 
Tenho a certeza que passei pelo câncer para poder ajudar as pessoas. Esse é o meu caminho. 

14 – Qual o recado que você deixa para as mulheres de modo geral? 
Acho que temos que ter a responsabilidade com nossa vida. Se cuide e se toque, não custa nada! Ir ao médico anualmente também não. Acho que a grande dica é: faça esportes pela saúde e não por estética, alimente-se bem, vá ao médico anualmente e SEJA FELIZ! 

Eu acompanhei de perto a história da Paula com o câncer e sinceramente nunca vi alguém tão otimista quando a doença, acredito que ela soube combatê-la com um belíssimo sorriso no rosto e é assim que ela leva a vida hoje! Paula Dutra é um exemplo a ser seguido por todas nós. 

Se você é mulher e se ama, se toque! Faça o auto exame e não tenha medo, não há maneira melhor de demonstrar amor próprio do que se cuidar.



Se quiser conhecer mais da Paula é só acompanhar seus blogs: 

Mão da Mama

Esse post faz parte da blogagem coletiva do grupo Rotaroots

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