quinta-feira, 2 de outubro de 2014

São quase 3 da manhã.

Tudo que ela queria era um amor tranquilo, daqueles descritos nas mais belas canções, aqueles piegas que acontecem nos livros e que são transmitidos em filmes. Tudo que ela queria era alguém que não te olhasse com os olhos, queria que alguém penetrasse a sua alma. Ansiava de todas as formas ser despida, não voluptuosamente, não sexualmente; ela não queria que abrissem o botão da sua camisa, ela queria que abrissem o seu coração e que pudessem sentir o transbordar de sentimento que havia ali. Tudo que ela queria era ser a princesa dos sonhos de alguém, ser a musa inspirador de um escritor, ser a letra de uma música que inspirasse romances, os mais belos, por favor. Queria ser o motivo do sorriso, do coração descompassado, das borboletas no estômago. 

Mas, ela sabia que era apenas sonho. 

E sonhos, para ela, não se realizam. 

Então, acostumou-se com o que tinha e com a falta que sentia. 

Fim.

Um comentário: