segunda-feira, 16 de março de 2015

Qualé DA música #2

Olá, brothers e sisters da casa mais vigiada do Brasil...

Ops. Programa errado.

Vai começar mais um ‘Qualé a música?’ que eu resolvi mudar pra ‘Qualé DA música?’.

Porquê? Porque eu quis.
AHAHA.

Desculpem estar rompendo com algumas regras textuais, mas é que eu pensei ‘po, é um Blog. É o blog de Carol. A linguagem tem que ser legal, descontraída, sensual... ou seja, igualzinha a mim (pisca)’.

Então, sem mais delongas – e nem justificativas do porquê que mudei o nome – vamos ao ‘qualé DA música’ dessa semana. Atrasado, mas enfim:

Música: All Things Go
Artista: Onika Maraj (pegadinha do malandro: Nicki Minaj. Mas, sério, esse é o nome dela)
Ano de lançamento: 2014
Gravadora/selo: Young Money / Cash Money / Republic
Álbum: The Pinkprint
Produtor(es): Boi-1da, Vinylz, Allen Ritter

Comentários:

Bom, é o seguinte, galere. Eu escolhi pela segunda vez consecutiva um álbum de rap/hip-hop-/r’n’b pelo simples motivo de: eu quis.

Tô ficando muito mandona. Volta.

Eu escolhi pela segunda vez consecutiva um álbum de rap/hip-hop-/r’n’b pelo simples motivo de: eles estão bons pra caceta.

Quer um exemplo? Eu não sei se você já percebeu como o número de pessoas ao seu redor de repente virou ‘swag’. Não sabe o que é swag? Procura no dicionário.

Em adição ao que diz o dicionário inglês-português, swag, hoje em dia, é simplesmente o hábito de se customizar com vestimentas oriundas da cultura hip-hop e, claro, dar uma ‘abrasileirada’ nisso. O swag não necessariamente ouve hip-hop, porém, se veste muito parecido com elementos como: bonés quase pra fora da cabeça, camisas que quase não vestem, calças que quase caem e tênis que quase saem do pé.

Ou seja... Hahá.

Mas essa volta do hip-hop – que, BTW, eu já previ há algum tempo – para mim, tem uma forte influência da forte volta da cultura propriamente dita e, mais especificamente, da potencialidade com as quais as músicas deste segmento vêm passando.

Outro exemplo: a palavra SURFBOARD está estampada em várias camisas e nas capinhas de celulares. (Porque? Pergunta a Beyoncé. Rimei). As jogger pants estão em alta. Twerk é a nova tendência.

Tudo isso tem motivo.

As batidas mais cadenciadas, o kick pesado e o baixo que faz linha de bumbo nas batidas é uma característica do Trap (que eu ainda vou falar muuuuito por aqui) e este estilo é, sim, o responsável pelo fortalecimento do hip-hop como música e, consequentemente, daquela galerinha que tá deixando a calça cair no shopping. Claro que, no Brasil, nós temos um fio-condutor desta cultura, que está absorvendo estas características do tio Sam e colocando nas batidas brasileiras: o bom e velho funk carioca – e paulista também.

Tirando essa intro ESCROTA de grande, na qual já justifiquei porque escolhi mais uma vez uma track de rap/hip-hop/r’n’b (prolixa sou eu, lembram?), agora vai a minha defesa da música:

O álbum é da Anaconda.

Tá.

Mas Anaconda é, de longe, a pior música do álbum.

Sério. De verdade. E olhe que ela é boa.

Onika (ou Nicki, como preferirem) abriu seu lindo coração e deixou seu bumbum de lado na maior parte deste álbum.

Surpresos? Ainda não.

Este é um dos álbuns que você fica ‘puta merda, queria que todo mundo falasse inglês pra entender o que ta rolando na música e saber que fucking masterpiece é essa parada’.

Aliás, antes de prosseguir, quem puder assistir o doc da Nicki que foi ao ar no ano passado pela MTV gringa, dá um saque. Vale muito a pena e dá pra entender ainda mais o último álbum da rapper:



Pra quem não quiser e/ou não tiver a oportunidade vou resumir:

Ela fala sobre casamento. Aborto. Seu primo assassinado. Suas frustrações como cantora. Sua proteção à mãe. Seu desejo de SER mãe. Como tudo é passageiro.

Em UMA só track.

E vai desenrolando todos estes temas ao longo do álbum.

Mas estou aqui pra falar de ‘All Things Go’, track número 1 do álbum ‘The Pinkprint’ (outra tendência fortíssima das últimas obras lançadas pelos artistas norte-americanos: dar um murro no peito já na primeira música. O mesmo aconteceu com ‘Legend’ e outras músicas mais).

Além de ser melodicamente sinistra e ter um SICK BEAT (do inglês: batida doentia, ou seja, muito foda), na letra estão pequenos petelecos na consciência de quem achava que Nicki era só bunda. Vejamos alguns trechos:

Trecho 1:
Cherish these nights, cherish these people - Valorize essas noites, valorize essas pessoas
Life is a movie, but there will never be a sequel - A vida é um filme, mas nunca haverá uma continuação
And I'm good with that, as long as I'm peaceful - E estou de bem com isso, enquanto estiver em paz
As long as 7 years from now I'm taking my daughter to preschool - Contanto que daqui a 7 anos eu esteja levando minha filha para a pré-escola

Trecho 2:
I lost my little cousin to a senseless act of violence - Perdi meu priminho num ato de violência sem sentido
His sister said he wanted to stay with me, but I didn't invite him - A irmã dele disse que ele queria ficar comigo, mas eu não o convidei
Why didn't he ask, or am I just buggin'? - Porque ele não perguntou, ou eu sou apenas um incômodo?
'Cause since I got fame they don't act the same even though they know that I love’em - Porque desde que fiquei famosa eles não são mais os mesmos mesmo eles sabendo que eu os amo

Trecho 03:
I'm love my mother more than life itself and that's a fact - Eu amo minha mãe mais do que minha própria vida, e isso é um fato
I'd give it all, if somehow I could just rekindle that - Eu daria tudo, se de alguma forma pudesse reviver isso
She never understands why I'm so overprotective - Ela nunca entende o porquê de minha superproteção
The more I work, the more I feel like, somehow, they're neglected - Quanto mais trabalho, mais eu sinto que, de alguma forma, que eles estão sendo negligenciados
I want 'Caiah to go to college, just to say, "We did it!" - Eu quero que 'Caiah vá para a universidade, apenas para dizer, "Nós conseguimos!"
My child with Aaron would've have been sixteen any minute - Meu filho com o Aaron teria dezesseis anos por agora
So in some ways I feel like 'Caiah is the both of them - Então eu sinto, de certa forma, que 'Caiah representa os dois
It's like he's 'Caiah's little angel looking over him - É como se ele fosse o anjinho de 'Caiah olhando por ele

É... parece que Nicki tem sentimentos muito maiores do que suas extravagantes perucas. Se estes trechos não te criam uma mínima curiosidade de ouvir essa track... eu não sei mais o que vai.

Como diria Onika, ‘all things go’ mesmo.




Maluh Bastos é DJ, Jornalista e aspirante de produção musical. Gosta de homens, dormir, comer, ouvir música e ler baboseiras.

Um comentário:

  1. Olá.
    Não sou fã da Onika não,porque não vou muito na vibe Hip Hop e muito menos na swag,não acho ruim porém,só é quase totalmente diferente do meu estilo.
    Agora eu ando percebendo que a galerinha está entrando nesse negócio todo e até a Beyoncé está fazendo música muito parecida com as da Nicki.
    Enfim,já vi esse documentário e achei bem legal,sincero e tudo mais.A música também é boa e só pra sair da minha zona de conforto,vou me propôr a ouvir o album todo.
    Ótimo post c;
    seessemundofossemeu.blogspot.com

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