quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O últimos cinco anos

Oi, gente! 

Sei que não apareço por aqui há um tempo, e nem vou dizer que é um ensaio para o retorno, não é, não se iluda e não crie expectativas. A verdade é que decidi postar aqui um desafio que uma amiga fez. 

Está rolando uma corrente no Facebook, onde a pessoa recebe um número e tem que enumerar as coisas que aconteceram em 2016 com aquele número. Exemplo, alguém me deu o número 11, tive que falar 11 coisas que aconteceram comigo em 2016. Parece meio difícil, até porque 2016 não foi um ano fácil para todo mundo. 

Tá, mas como cheguei até aqui com esse post, acontece que uma amiga minha me deu essa missão de escrever 1 coisa legal que tenha acontecido comigo nos últimos cinco anos. Nossa, eu mal consigo lembrar o que aconteceu ontem. (risos). 

Fiquei pensando que não tem como listar uma coisa, até porque muita água rolou nesse caminho desde 2011 até hoje, 28/12/2016. Então, resolvi fazer uma retrospectiva maior, uma retrospectiva que abrangesse os cinco anos, vai ser muita coisa…

É a única coisa que tenho certeza, mas, para não estender muito, irei escolher duas coisas importantes que aconteceram durantes os anos e colocarei alguns bônus, por motivo de: a gente sempre esquece alguma coisa. 

2011 

1 – Eu fui ao show do Backstreet Boys e conheci minhas melhores amigas. 
Isso é bobagem para muita gente, mas sempre fui fã do Backstreet Boys. SEMPRE. Afinal de contas, eles me deram muita coisa boa e isso é inquestionável. Minhas melhores amigas vieram através da música deles, minha paixão insana pelo inglês apareceu depois que ouvi Get Down na rádio.
Muita coisa do que sou hoje devo a esses caras, então, só tenho a agradecê-los por isso. Ir a esse show foi mais do que ver o grupo que amava cantando, foi também a oportunidade que tive que ver, pela primeira vez, minhas melhores amigas. 
A gente se conhecia pela internet, mas nunca tínhamos nos visto pessoalmente, foi a partir daí que percebi que algumas amizades valem a pena, lembro de uma frase que uma delas disse, logo depois de acabar o show: “O bom é que todo mundo é legal pra caramba”. 


Bônus: Conheci meu BSB favorito nesse combo! 


2 – Perdi meu cachorro. 

Luque chegou aqui em casa parecendo um cachorro de desenho: magro, desengonçado e desnutrido, rapidamente, se apegou a mim e a minha mãe – ela nunca curtiu animais – ele foi diagnosticado com desnutrição em alto nível, a gente tinha quase certeza que ele não ficaria muito tempo conosco. Milagres acontecem e Luque ficou 6 anos conosco, inclusive, ele sobreviveu a morte da minha mãe – eu jurava que iria perdê-lo. 
Luque teve uma infecção no fígado e mais complicações por causa da doença do carrapato, a dor era tão grande que ele não conseguia levantar para tomar água, até que eu e minha irmã decidimos levá-lo para o sacrifício. Foi a decisão mais difícil da minha vida e foi o maior aprendizado que tive: nós sabíamos que ele não sobreviveria, deixá-lo morrer por conta própria seria um egoísmo sem tamanho, foi melhor para ele e melhor para nós. Fica ai a foto do cachorro mais lindo que já habitou neste mundo. 



2012 

3 – Viajei a São Paulo pela primeira vez 

São Paulo sempre um daqueles sonhos que estavam distantes, mas juntando migalha aqui, migalha ali (peguei o dinheiro das férias e fui), arrumei as malas e fui até a maior cidade do país. A cidade é maravilhosa! Fiquei apaixonada. Imagina que uma pessoa que sai de Aracaju – que deve equivaler ao tamanho de um bairro em SP – e vai para uma cidade em que tudo corre muito rápido e nem preciso falar do tempo, né? Em SP conheci a Fernanda e a Jaqueline, duas das minhas melhores amigas hoje e revi outros amigos e… 

4 – Me apaixonei pra valer por alguém. 

Pois é… Como diria a Jaqueline “a pessoa sai do nordeste para arrumar namorado aqui, eu moro aqui há anos e não tive essa sorte”.  

Bônus: Nasceu o Nosso Clube do Livro, projeto criado por mim, pela Fernanda e pela Suelen.
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<3 b="">2013 

5 – Assumi meu cabelo crespo e minha negritude. 

Esse foi, sem dúvida, uma das coisas mais difíceis que aconteceram comigo em 2013. Hoje consigo falar sobre isso com uma naturalidade maior, mas foi complicado, foi duro. Minha estima nunca foi das melhores, e parte disso era por causa do meu cabelo. Já era complicado ser negra, imagina se você não tivesse o cabelo liso – era exatamente esse pensamento que passava na minha cabeça todas as vezes que me olhava no espelho. Daí, tomei coragem e fui até o cabeleireiro e pedi para que cortasse, foi quando me senti mesmo bonita e primeira vez na vida, sabia quem eu era. 

6 – Entrei na AIESEC! 

Sempre me achei muito velha para fazer parte de coisas tão jovens, sempre fui muito insegura para fazer grandes coisas, quando entrei na AIESEC, eles disseram: você é boa o bastante para fazer qualquer coisa, e foi ai que o ciclo começou. Nunca me desafiei tanto durante os três anos na organização, eu liderei pessoas! A pessoa mais insegura da Terra LIDEROU pessoas. Isso é para entrar para a história. 

2014 – Conhecido também como o ano em que mais viajei na vida. 

7 – Eu fui aos Estados Unidos! 

Isso aconteceu em 2014 e até hoje não acredito. Foi uma doideira e até contei aqui no blog nestes dois post aqui e aqui. New York é maravilhosa, uma das cidades mais incríveis que conheci na vida. Foi nessa viagem também que tive a minha primeira grande crise de ansiedade, por diversos momentos achei que morreria naquele hotel em Atlanta, aprendi muito sobre mim naquele hotel; Aprendi que até hoje não sei lidar com o fato de ter diversos sintomas de ansiedade e não ter ido buscar ajuda. Medo? Talvez. 

8 – Teve Copa do Mundo de Futebol… 

E com isso viajei para algumas cidades do nordeste trabalhando, conhecendo, me divertindo. Um dos momentos mais marcantes que tive com essa experiência foi fazer o desembarque da seleção de Gana, lembro que eles fizeram um grande círculo e agradeceram por estar ali. Foi lindo, emocionante e muito tocante. Além do mais conheci o Rio de Janeiro, Natal, Recife, Minas Gerais, Ilhéus e Porto Seguro. 

2015 

9 – Eu quebrei o pé, me afastei do trabalho, meus problemas psicológicos aumentaram e esse foi 2015 e fui ao show do Backstreet Boys de novo e isso fez 2015 valer a pena: Rever minhas amigas, meu grupo favorito. 
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<3 b="">2016 

10 – Que ano singular… Tanta coisa aconteceu. Tanta coisa aprendi. Também perdi muita coisa, pessoas entraram mais do que saíram, mas o que saíram deixaram algumas marcas doloridas. Não vou escrever muito sofre 2016, pois já escrevi lá no Facebook, o que precisamos saber é que 2016 foi um bom ano no final das contas, apesar de todas as coisas malucas que aconteceram e todas as perdas. 2017 vai ser intenso e insano e sinceramente, não quero fazer resoluções, tô tão cansada disso. Nunca cumpro todas e sempre fico frustrada. 

Enfim, essa foi a minha pequena retrospectiva, espero que tenham gostado, não tem nada poético, não tem nada OH MEU DEUS ISSO DARIA UM LIVRO, é só a vida acontecendo de uma forma muito rápida e a gente nem tá notando. 

Mas, assim... Eu cresci muito nos últimos anos e às vezes, a gente fica tão preso na bolha do fracasso que não consegue observar as pequenas coisas, de 2011 para cá foram só novos e bons aprendizados, alguns tombos? Sim, com certeza. Alguns sonhos realizados? Absolutamente! Alguns fracassos? Claro, afinal de conta fazem parte da vida. Com diria Keane "everybody changing and I don't feel the same"

Xêro.

Um comentário:

  1. Olha, estou na sua retrô e me senti famosa por isso! auhsuashuas

    Falando sério, isso que vc aprendeu na AIESEC vc tem que levar pra vida. Sempre que vc se sentir incapaz, sempre que o medo vier, revisite essa experiência e isso te dará forças!

    Estamos juntas ao infinito e além!

    Beijos,

    Algumas Observações

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