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domingo, 3 de abril de 2011

Perdoe a si mesmo...

Hoje, durante uma reunião muito especial na Igreja, um homem o qual não me recordo o nome agora estava discursando e eu não estava prestando atenção em seu discurso até que uma única frase fez com que eu, finalmente, passasse a dar ouvidos ao que ele dizia.

A frase era: Perdoe a si mesmo.

Depois de um tempo fiquei meditando – até tomei nota no celular – e perguntei a minha amiga que estava sentada do meu lado exatamente isso: “Como você sabe que perdoou a si mesmo?” Quais os sentimentos característicos disto? Pedi para que ela não respondesse naquele momento e um pouco antes de terminar a reunião, ela chegou bem perto do meu ouvido e disse: “É quando você consegue seguir em frente com consciência limpa que não está deixando lá atrás”. Bom, é uma definição válida, afinal a gente sempre faz isso... A gente sempre segue em frente e nem sempre com a consciência limpa.

“E quando você continua seguindo em frente, mas com um peso enorme no coração?” foi a pergunta que fiz a ela logo em seguida. A resposta dela foi a mais sábia: “É porque você provavelmente deixou algo lá atrás”.

Diante da resposta dela, eu fechei meus olhos e pensei em algumas atitudes passadas e descobri que eu nunca perdoei a mim mesma.

Perdoar a si mesmo é a maior dádiva que alguém pode ter, antes mesmo que perdoar ou ser perdoado por alguém. Muitas vezes a gente comente erros e passamos a vida toda em busca do perdão e enfim, o conseguimos, mas mesmo assim, é como se o mundo estivesse nas suas costas, é como se o peso da sua cruz fosse tão grande que a única vontade que dá é de tirá-la das suas costas e sair andando.

É ai quando você fecha os olhos e vê que deixou algo incerto no passado; é ai que começa o processo talvez mais doloroso do que buscar o perdão de outra pessoa; é ai que você trilha um caminho em busca do seu próprio perdão.

Perdoar a si mesmo é amar a si mesmo, é respeitar seus limites, é respeitar a si mesmo. É procurar buscar sempre o melhor de nós para nós e para os outros.

Perdoar a si mesmo é ser forte, é se tornar forte...

O caminho para se buscar o próprio perdão é o mais doloroso, por que você não vê maneiras de não se culpar e às vezes, quando a gente encontra esse caminho, pode ser tarde demais.

Eu aprendi hoje que, não importa o quão perdoado você esteja, seja por Deus, seja por seu vizinho, seja por sua mãe, seu pai, não importa! Isso tudo não é válido quando você não tem a coragem de perdoar a você mesmo, tudo isso não é válido quando você não descobre que a culpa não foi sua.

Perdoar a si mesmo não é uma tarefa fácil, é tão ou mais difícil do que perdoar os outros ou correr atrás do perdão, mas a paz que a se deve sentir quanto consegue é tão abençoada quanto todas as outras.

Acho que, as pessoas que conseguem esse perdão são mais felizes, sorriem mais, vivem mais e comete menos erros. As pessoas que conseguem esse perdão podem seguir em frente com a “consciência limpa” e eu não sou uma delas.

Eu cometi muitos erros, muita injustiça com pessoas que não mereciam e provavelmente elas me perdoaram, mas eu nunca soube o que é não ter um peso nas costas depois disso.

Nunca me perdoei por muita coisa e pior do que isso é saber que talvez, eu nunca consiga.

Ana Caroline, aquela que resolveu aprender a perdoar a si mesma.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

[RESENHA] As Crônicas de Nárnia - VPA!

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SPOILLERS! SPOILLERS! SPOILLERS! SPOILLERS! 

Finalmente depois de quase um mês de estréia peguei carona no Peregrino da Alvorada e o que dizer? Falando com “olhar” de fã simplesmente amei! Filme perfeito me emocionou bastante e até meu amigo que estava um pouco duvidoso sobre ele se emocionou muito e tenho que dizer que perdi duas mascotes esses ano. O primeiro foi Dobby e agora Ripchip! Doeu muito vê-lo partir, mas aquele pequeno herói de coração enorme merecia.

Eustáquio e Rip.
Adorei a forma de como a amizade que cresceu entre Eustáquio e Rip foi explorada. O rato encorajando o pequeno garoto incrédulo na forma de dragão foi de arrancar lágrimas de qualquer “durão” e levando em consideração que o ator Will Poulter foi realmente incrível no filme, mas isso falarei na parte “técnica” que será na próxima linha.

Agora vamos falar da parte técnica. Ok! Eu não sou nenhuma mestre em cinema, nem tampouco cinéfila de carteirinha, mas acho que sei o suficiente para saber que a FOX exagerou em algumas coisas e não explorou alguns pontos como devia.

Começando por essa obsessão de Lucia em se tornar Suzana. Tudo bem que a garota está crescendo, os hormônios estão à flor da pele, claro que ela quer namoradinhos, chamar atenção e tudo mais, porém, a Fox simplesmente deixou a garota tão obcecada em ser a irmã que por um momento me perguntei onde estava aquela doce Lúcia que conheci em O Leão, o guarda-roupa e a Feiticeira. 

Esperei um pouco mais na Ilha dos Tontopoles, achei que o comecinho foi um tanto mal explorado pelos roteiristas, mas no fim alcançou o objetivo; Senti falta de Ramandu (acho que todo mundo sentiu) e me senti em Percy Jackson quando eles criaram uma história paralela ao que acontecia realmente, quem viu e leu PJ sabe do que estou falando, mas ainda assim foi válida.

Algo realmente muito válido foi a inclusão da batalha (que não tem no livro) na Ilha Negra, onde os pesadelos de Edmundo se tornaram reais, na verdade os pesadelos de todos ou quase todos. Colocar Eustáquio como salvador da Pátria foi tudo! Achei tudo mesmo, porque aposto que todo mundo o detestou inicialmente!

Não vou falar mais nada do filme porque senão vou soltar spoiler demais, mas vou ressaltar a parte de Eustáquio como dragão e sua volta como ser humano com ajuda de Aslam. Chorei. Eu já tinha me emocionado muito no livro com essa parte e quando vi ali toda bem feitinha, chorei feito criança mesmo.

Os atores foram ótimos como sempre, (meninas o que é Ben Barnes e Skandar Keynes?), Skandar cresceu e ficou lindo, quanto ao Ben eu nem comento! Porque ele estava mesmo muito lindo. Ah e o surpreendente Will Poulter, incrível como Eustáquio! Se o personagem era super chato no livro, no filme no ator soube muito bem interpretar magistralmente o papel.

A produção do filme foi ótima e a trilha sonora é um sonho de beleza! E em termos de divulgação cá entre nós (grito dos desesperados) APRENDE WARNER (Fãs de HP entendem)! Sempre quis dizer isso, mas a divulgação de Nárnia no Brasil foi simplesmente incrível! Trailler por cima de trailler, promoções, cinemas dando brindes e tudo mais, invejável.

E uma coisa que sempre me chamou atenção e talvez seja o fato que me prende mais a Narnia é a lição de fé que o filme trás. Não é apenas uma questão cristã, embora o filme seja praticamente uma referência ao cristianismo, mas é mais uma questão de Fé, de aprendizado e Amor e confiança... É com certeza uma das maiores lições que tiramos como fãs da série, como fãs de Lewis e é uma lição que vou levar sempre.

Mas, adaptação é sempre uma adaptação, e em suma o filme é muito bom – eu vi em 2D – vale a pena ser visto mais vezes e vale a pena cada lágrima derramada. Quem não viu, veja! E quem já viu, vale à pena ir lá e conferir de novo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal.

Você já parou para se perguntar qual o verdadeiro sentido do Natal? Já parou para notar que às vezes ele chega e você nem nota? Já parou para se perguntar o que realmente comemoramos?

Eu me faço essa pergunta todos os anos e acho que, por causa disso o brilho do Natal meio que morreu para mim. O significado é lindo, como Cristã, sei que é uma data que devemos comemorar mesmo, afinal de contas o Cara mais legal do mundo veio a Terra e fez o que fez por nós, mas será que somos gratos a Ele por isso?

Costumo passar Natal na casa de uma segunda família que amo muito, antes da ceia nos reunimos na sala e o patriarca da família nos fala sobre Jesus, um pouco sobre a vida Dele e todas as coisas que passou por aqui. Nesse momento, em que ele fala exatamente nesse momento, posso sentir a magia do Natal... Nada de Papai Noel ou correria no comércio, nada de abraços falsos e beijos mal dados e sim a doçura e a essência de uma data, mas depois que aquele momento acaba me sinto vazia.

O Natal para mim já não é a mesma coisa, as coisas acontecem de uma forma tão rápida que nem o clima natalino consigo sentir. Minha casa está bagunçada, meu cabelo uma merda, nem roupa eu comprei, daí eu pergunto para que tudo isso? A data foi tão banalizada que até os ateus comemoram e mesmo que Natal represente "juntar todo mundo para comer e beber" para a maioria, para mim é uma data com um significado especial que ainda não encontrei. Um dia uma amiga me disse que depois que eu me tornasse cristã, eu entenderia isso. Tornei-me cristão há dez anos (Sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias) e ainda não consigo sentir o verdadeiro sentido do Natal.

Mas, mesmo assim desejo do fundo do meu coração que o Natal de todos vocês seja bom, seja repleto de felicidades e quando dê meia noite, coloque seus joelhos no chão e ore em agradecimento ao Cara que nos proporciona essa festa todo ano. E se você descobrir o verdadeiro sentido do Natal, me diga... Estou louca para conhecer.

Boas Festas.

“Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. [...] Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.”
Lucas 2 8 – 11; 14