Mostrando postagens com marcador Saudades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saudades. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Amizade

Ontem à noite eu estava conversando com uma amiga e acabei desabafando com ela (sempre sobra pra ele, desculpa Fada) sobre essa coisa de amizade. A gente fica se perguntando até onde vai, se vai ou se foi de alguma forma.

Eu achei que iniciei o ano com pé direito, mas, discorrido doze dias desde o final de 2010, passei a sentir algumas pernas. No finalzinho no ano passado uma pessoa muito querida se foi, não no sentido de morrer, mas ela se foi da minha vida, sem pedir e sem dizer adeus. Eu tentei ser forte para aguentar o tombo, afinal de contas ele dizia que eu era a melhor amiga dele e embora tivéssemos nossos momentos, ele era praticamente um irmão para mim. Não considerei válidos os motivos dele, mas mesmo assim permiti que isso acontecesse, por quê? Por que não dá para virar um jogo aos 49 do segundo tempo. Mas, porque resolvi falar sobre isso agora... Por que só agora doeu, mas, por incrível que pareça a dor não foi causada pela perda dele e sim por outras que por hora são mais importantes.

Daí eu comecei a pensar na seguinte frase: E quando um amigo se torna um mero conhecido?! Ah! Sim, isso é possível, pessoas que antes você passava horas conversando, agora não passa de um simples “Olá, tudo bem” e respostas monossilábicas e evasivas.

É muito ruim não fazer parte da vida deles (não como fofoqueira), no entanto, como amiga conselheira, que está presente nas conquistas e vitórias como também nas derrotas e nas frustrações.

Sou o tipo de amiga chiclete velho... Chata, grudenta e todas as “qualidades” do chiclete velho, mas quando desgruda... Dói, machuca e me deixa para baixo. Eu amo meus amigos, mas não sei se disser que os amo o tempo todo significará algo no futuro, acho que amor é algo mais que palavras, são atos, aqueles pequenos atos que fazem a diferença na vida das pessoas que com certeza no futuro eles irão lembrar, eu sou assim... Ou pelo menos achava que era.

E depois que nota que perdeu ou está prestes a perde, faço o possível para reaproximar, para ser como antes, mas ser como antes não existe até porque você não consegue daí eu penso se um dia houve amizade.

Talvez a culpa tenha sido realmente minha e unicamente minha, sou um ser humano estranho e cheio de manias e quando vejo que essas coisas estão acontecendo, ao invés de tentar reverter à situação no início me afasto... Não tente entender por que isso acontece, nem eu mesma sei. Ou talvez tenha sido apenas o tempo. 

Eu costumava de dizer a um amigo muito próximo que o tempo é capaz de acabar com a amizade mais sólida. Por quê? Simples... O tempo passa, muda, as pessoas mudam, as pessoas crescem, trabalham, estudam, criam laços, formam famílias... E daí tempo para os amigos? Só aquele final de semana (meia horinha junto para tomar uma cerveja ou um refrigerante) ou dez minutos no telefone... E vai esfriando... Depois só restaram as fotos e os fatos e os momentos felizes que viveram juntos (clichê)

Enfim, esse post não para os meus novos amigos, eu espero um dia não ter que escrever isso para vocês, mas para aqueles que perdi e se um dia eu chegar a recuperar... Espero ser bem vinda de volta. E pensando bem, acho que perdi o dom de fazer amizades. 

PS: Isaque não adianta, nunca vou explorar os textos devidamente. Desculpa rs

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Para sempre.

Ultimamente ando pensando sobre muita coisa, não sei por que, mas ando muito pensativa sobre a morte e essa questão de para sempre e eterno. Sei que é um assunto muito complicado para muita gente principalmente para quem passou por isso (e para quem um dia vai passar e esta com medo).

Nesse inicio de ano tenho pensado muito na minha mãe (para quem não sabe leia aqui), sinto saudades dela e da minha sobrinha e sempre que penso, ela está sorrindo ou muitas vezes chorando (nessa parte sinto uma culpa enorme).

Em meio as minhas divagações, pensei sobre qual a definição que temos de para sempre... E passei a acreditar que para sempre existe sim, depende apenas de como serão guardadas as lembranças.

Quando a gente perde alguém que amamos a primeira reação é praguejar, chorar e se perguntar “PORQUE”, com a experiência de ter perdido duas pessoas em momentos distintos, mas no mesmo ano, posso falar que não existe resposta para o “porque”, não existem razões plausíveis e ponto, a partir agora entra a questão da sua fé e não importa no que ela está fundamente.

A gente chora, esperneia, faz cara feia, respira fundo e chora de novo, mas a gente nunca pára para pensar o que aquela pessoa que se foi está achando daquilo tudo, a partir daí somos completamente egoístas.

Sei que não há maneiras de calar a dor nem tampouco a saudade, mas podemos amenizar isso, eu sei que podemos porque as minhas cicatrizes estão começando a fechar, se que vai demorar alguns longos anos para que se feche por completo ou talvez ela nem feche.

Enfim, aprendi muita coisa pensando nisso hoje e quero dizer que agora acredito no famoso para sempre, não sei como, nem porque, mas um dia vou rever as pessoas que amo... Não sei quando, mas eu vou.

Esse post é para você que perdeu alguém, é para você que um dia vai perder e para você que sente saudades.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Singela homenagem




Eu sei que nunca falei tão abertamente sobre isso, talvez com algumas pessoas, mas assim mesmo muito relativamente pouco. Estava pensando hoje em como o ano passa logo e em como o tempo tem a doce mania de levar aqueles que gostamos ou não... Vejamos, nós nunca fomos as melhores amigas do mundo, mas tínhamos picos de amizade incríveis!
Nunca gostei de dividir o quarto com ela, mas era obrigada a fazer isso sempre e de vez em quando monitorava seus movimentos.

Hoje, um ano depois, a casa grande está vazia, o quarto é só meu, mas não da maneira que eu gostaria que fosse, a dor continua e a saudade também. E é dificil que depois de tanto tempo só agora eu tenha entendido o quanto você faz falta, até as brigas me fazem falta... Ao menos eu não estaria me sentindo tão sozinha, tão solitária. Queria ter aprendido a ser sua amiga, sua companheira. Queria poder não brigar mais, nem tentar ser melhor que você (eu nunca fui um ser humano bom), nem tantos outros erros que comenti.
Eu só queria que soubesse onde quer que esteja que sempre orei por você. E que amo você. 

Vanessa do Carmo Cavalcante 
Fevereiro de 1985
Dezembro de 2009

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Transforme sua dor em alegria...

Quando você perde alguém a primeira coisa que passa por sua cabeça é: E agora?. Então você fecha os olhos e tenta enxergar as coisas de uma forma diferente, tenta imaginar como será a vida dali por diante e pensa: Eu serei forte por mim e por ela. E você vê todas as coisas que já passaram juntos e todos os sorrisos e todos os choros e todos os momentos especiais que viveram juntos. E então você sente a leve crença de que aquilo não aconteceu, que essa pessoa está ali ao seu lado te dando bronca, chorando por você e com você, torcendo a todo momento por você... E lhe dizendo que tudo ficará bem... É bem nessa hora que você abre os olhos e nota que foi tudo uma ilusão, na verdade uma doce ilusão, tão doce que você nem acredita que possa ser... Então vem a dor, as lágrimas, a solidão e a incerteza do que tem por vir.